Em clima de ressaca, vereadores de Paulo
Afonso verbalizaram indignação ao resultado da Câmara Federal, que
aprovou neste domingo, o andamento do processo de impeachment da
presidente Dilma, agora no Senado.
Exceto por Luiz Aureliano (PMDB), que
disse já não existir governo há muito tempo, os demais - não acompanhei a
opinião de Antônio Alexandre (PMDB) - foram na mesma balada: é golpe,
Cunha não presta, não há o que fazer... etc e tal.
Havia, no entanto, expectativa para o
pronunciamento do líder da oposição, Edson Oliveira (PP), porque fala em
nome do Partido Progressista na Câmara Municipal, e, como é sabido, o
partido que até então era da base do governo federal, desembarcou e
exigiu que os deputados votassem pelo “sim”, sob pena de serem expulsos
da legenda.
O deputado federal Mário Júnior (PP), que
carregava a premissa do “não” pela história que tem na base do governo
do estado e dos compromissos firmados com o governador Rui Costa (PT),
viu-se em apuros. “Há três noites não durmo”, disse hoje pela manhã numa
rádio local.
Leia também - Mário Júnior: 'Meu voto é em especial aos eleitores de Paulo Afonso e de Glória' (Vídeo)
Mário Júnior absteve-se, e disse que
assim preservava seu mandato e, consequentemente, dos políticos ligados à
legenda nesta região. “Eu não posso ser irresponsável, e colocar tudo a
perder, inclusive às eleições municipais, tanto em Glória como em Paulo
Afonso, onde eu posso ser candidato, e preciso está elegível”.
Edson visitou Mário Júnior na última quinta-feira, e disse que o clima nos bastidores do Congresso e nas ruas era tenso:
“Brasília vivia um momento difícil, mas
quero dizer que continuo apoiando Mário Júnior e achei que ele foi
sensato em ter externado seu voto daquela forma, não desagradou ao
partido, nem ao governo baiano”, disse.
Os demais colegas de bancada comungam da
mesma opinião e esperam que Mário Júnior possa está em Paulo Afonso o
quanto antes para acertos políticos.

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